Ozzy Osbourne – Diary of a Madman

2 de ago de 2010


Enquanto não tenho em mãos o recém-lançado novo trabalho de OZZY, “Scream”, mato a vontade de ouvi-lo tirando poeira dos velhos discos do príncipe das trevas, como o clássico “Diary of a Madman” de 1981.

Após nove anos e oito discos lançados com o BLACK SABBATH, o vocalista Ozzy Osbourne é demitido por abusar das drogas e do álcool. Então ele decide seguir carreira solo e lança o clássico e definitivo “Blizzard of Ozz” em 1980. Após o grande sucesso alcançado com ele e em meio a sua turnê, o rei das trevas volta ao estúdio para conceber seu segundo álbum em vôo solo, este “Diary of a Madman”, lançado em 1981 e que entrou pra história por ser o último registro do lendário guitarrista Randy Rhoads que falecera um ano mais tarde num acidente de avião.

“Diary of a Madman” é um álbum com dupla personalidade. Para muitos, é constantemente deixado de lado, talvez por ter sido ofuscado pelo estrondoso sucesso do disco anterior, talvez por não possuir um single de grande sucesso. Enquanto para outros é um clássico absoluto e um dos melhores da carreira do velho madman.
Para este álbum, foi mantido o mesmo e consagrado time que trabalhou no álbum anterior, os ex-URIAH HEEP: Bob Daisley e Lee Kerslake, baixista e baterista respectivamente, além do virtuoso Randy Rhoads (que veio da banda QUIET RIOT) nas seis cordas e completando o grupo, o tecladista Johnny Cook.

Logo na primeira faixa de “Diary of a Madman”, OZZY e sua banda já demonstram que a linha seguida é a mesma do álbum anterior, ou seja, um Heavy Metal vigoroso, mas técnico e flertando constantemente com o Hard Rock. Deixando totalmente de lado o som mais pesado e por vezes arrastado de sua ex-banda.

“Over the Moutain” é uma música primorosa, com linhas de guitarra, baixo e bateria em perfeita harmonia, excelente para balançar a cabeça. Assim como a pesada “S.A.T.O.”, que parece ser uma peça única na discografia do príncipe das trevas, com sua boa dose de velocidade e a linha vocal adotada por Ozzy cantando em tons ainda mais agudos que o costumeiro.

Já “Flying High Again” e “Little Dolls” pendem mais para o Hard Rock, sendo mais cadenciadas e com um clima mais descontraído. Enquanto que “You Can't Kill Rock and Roll” é uma semi-balada que até tem seus méritos, mas fica um pouco abaixo do restante do álbum.  Já a outra música lenta do álbum, “Tonight”, sim é uma balada de respeito e tem um solo memorável a cargo de mister Rhoads, com certeza uma das mais lindas da carreira do tio OZZY, anos-luz a frente da insossa “Goodbye to Romance” do festejado “Blizzard of Ozz”.

Completando o disco temos a épica e clássica “Believer” com seu ritmo cadenciado e pesado, com outro grande trabalho de guitarras e vocal. E por último a sinistra faixa-título, que lembra de longe o trabalho do madman no BLACK SABBATH. Mas bem de longe, porque essa daqui é muito mais trabalhada e pomposa, com uma bela performance de Rhoads (pra variar) e direito até a um coral apocalíptico em seu desfecho. Chega a assustar os mais desavisados.  

O fato é que mesmo sendo gravado às pressas, “Diary of a Madman” é um excelente disco de Heavy Metal e um dos melhores na vasta discografia de sir Ozzy Osbourne. Nele Randy Rhoads mostra mais uma vez como poderia revolucionar o modo de tocar guitarra em bandas de rock e como faz e continuara fazendo falta para o mundo da música.


5 comentários:

Raul disse...

Acho que, dentro da carreira solo, esse é um dos álbuns que mais gosto. Talvez seja justamente porque as musicas do mesmo já não estejam tão rodadas quanto a de discos mais conhecidos. São faixas em que se pode notar algo diferente daquilo que se está acostumado a ouvir em um álbum do Ozzy.

Carlos Eduardo Garrido disse...

Um som diferente até porque o guitarrista era outro, no caso o Randy Rhoads... Depois que o Zack entrou o som ficou mais com a cara dele... Na verdade os guitarristas do Ozzy sempre foram muito bons e sempre levaram o som da banda para o seus estilos.

Raul disse...

Falando em Zakk Wylde, chega a ser irônico que Ozzy tenha o dispensado por problemas relacionados a bebida, depois de lembrar como o madman começou a carreira solo...

Carlos Eduardo Garrido disse...

Muito irônico mesmo... rs

Mas acho que isso vai fazer bem pra carreira do velho Ozzy. Ultimamente as músicas dele estão cada vez mais parecidas com a da banda do Zack, Black Label Society. Acho que com o Gus G as músicas vão ganhar novos ares. É esperar pra ver.

Raul disse...

Conheci BLS justamente pela música Stillborn, que tem a participação do Ozzy. Com certeza é uma faixa que poderia estar perdida no meio de Down to Earth.

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