Discografia Comentada: Metallica

13 de jul de 2010



Para comemorar o dia mundial do Rock, nada mais justo que do homenagear uma das principais e mais importantes bandas do estilo, o METALLICA. O grupo que está prestes a completar 30 anos de estrada e tem 10 álbuns de estúdio na bagagem e atualmente é formada por James Hetfield (guitarra e vocal), Kirk Hammett (guitarra), Rob Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria). Mas já teve em suas fileiras nomes como Dave Mustaine, Jason Newsted e o falecido Cliff Burton.

Odiada por muitos e amada por milhares de outros, o grupo estadunidense foi um dos precursores do estilo que veio a ser denominado Thrash Metal e serve como influencia para, pelo menos, metade das bandas de Heavy Metal que surgiram nos últimos 20 anos.

Portanto é mais que acertada a decisão de publicar esta singela homenagem do CAFÉ COM ÓCIO ao METALLICA, tendo toda a sua discografia comentada disco-a-disco neste 13 de julho.


Kill ‘Em All (1983)
Produzido por: Paul Curcio



Lançado pouco tempo depois de dispensar o guitarrista Dave Mustaine (que mais tarde formaria o MEGADETH) por abusos com o álcool e recrutar Kirk Hammett para o seu lugar, “Kill ‘Em All é o álbum de estréia do METALLICA. À principio era para se chamar “Metal Up Your Ass”, mas a gravadora achou muito ofensivo e pediu para que fosse mudado. Então escolheram o atual nome porque era o que tinham vontade de fazer com o pessoal da gravadora, “matar todos”. Além do já citado Kirk Hammett, completava a banda James Hetfield (guitarra e vocal), Cliff Burton (baixo) e Lars Ulrich (bateria).

“Kill ‘Em All” é um dos álbuns mais agressivos da carreira da banda. Todas as músicas são velozes e furiosas. James, ainda um garoto, gritava as letras ao microfone, enquanto a banda despejava riffs e viradas instrumentais. Era como uma mistura entre a energia e velocidade do Punk Rock com o peso e a técnica do Heavy Metal.

Todas as músicas neste disco têm a mesma qualidade. Mas podemos destacar as clássicas “The Four Horsemen”, “Motorbreath”, “Seek & Destroy”, o hino Thrash “Whiplash” e a velocíssima “Metal Militia”. Além delas, também merece menção “(Anesthesia)-Pulling Teeth”, que se trata de um solo de baixo de Cliff Burton.

Apesar de sua produção mediana, a importância deste álbum é das maiores. Além de ser um dos discos preferidos para muitos fãs da banda, pode ser considerado junto a “Show No Mercy” do SLAYER, lançado quase simultaneamente, como divisor de águas do Heavy Metal, criando um novo estilo que passou a ser chamado de Thrash Metal.


Ride The Lightning (1984)
Produzido por: Metallica



Um ano após o lançamento do primeiro disco, é lançado “Ride the Lightning”, dessa vez produzido pela própria banda. Já de cara percebemos um maior amadurecimento do vocal de James Hetfield, que agora tem maior controle de sua voz e não precisa mais gritar tanto como antes.

Este é um disco com uma veia melódica mais acentuada do que seu antecessor. Mostrando uma evolução por parte da banda, ainda que tudo aqui continue sendo bastante pesado.  

Este é um álbum onde é difícil fazer alguma ressalva, portanto escolher músicas a serem destacadas se torna uma tarefa arriscada, podendo fatalmente cometer injustiças. Mas ousaria destacar a faixa-título, “Fight Fire With Fire”, além das clássicas “For Whom the Bell Tolls”, “Creeping Death” e “Fade to Black”. Esta última foi a primeira vez que a banda tentou algo mais lento, próximo a uma balada. Ainda que não possa ser considerada dessa forma, pois têm passagens bastante pesadas, algo similar a “Remenber Tomorrow” do disco de estreia do IRON MAIDEN. Banda que é uma influencia declarada do grupo estadunidense, apesar da rivalidade eterna criada entre elas pelos fãs xiitas.

Neste álbum também está presente a instrumental The Call of Ktulu que beira os nove minutos de duração e mostra um pouco mais do lado técnico da banda, com belos solos de guitarra e baixo, além de boas viradas na bateria. Ótima música.

Enfim, outro dentre os melhores álbuns da banda. E pra não dizer que não falei de todas as músicas. “Trapped Under Ice” e “Escape” também são excelentes composições. 


Master of Puppets (1986)
Produzido por: Metallica e Flemming Rassmussen



Lançado dois anos depois de “Ride the Lightning”, “Master of Puppets” é considerado por muitos como o ápice da banda e também uma obra-prima do Thrash Metal. E não é para menos, com a ajuda do produtor Flemming Rassmussen, a banda conseguiu a melhor sonoridade até então. Aqui as guitarras estão mais pesadas do que nunca, mas mesmo assim soam “limpas”. Mas não só por isso, aqui o grupo mostra-se em um nível muito alto como compositores, unindo técnica e peso de uma maneira excepcional.

“Battery” abre o álbum em grande estilo. Um verdadeiro soco nos tímpanos, veloz e pesada, já dando sinais de que se no disco anterior deram vazão à melodia, aqui o negócio era outro, voltaram à agressividade do primeiro álbum. Só que de forma muito mais madura e trabalhada. “Master of Puppets” – a música, “Disposable Heroes” e “Damage, Inc” vão na mesma linha do ataque sonoro começado na primeira faixa. Ainda que a faixa título tenha uma bela quebra rítmica lá pra metade, com solos belíssimos, para depois voltar à agressividade de seu inicio. Simplesmente incrível!

Já “The Thing That Should Not Be” e “Lepper Messiah” são mais cadenciadas, embora extremamente pesadas, outras duas excelentes composições. Enquanto “Welcome Home (Sanitarium)” segue a linha de “Fade to Black” do disco anterior.

“Orion” é outro épico instrumental com mais de oito minutos de duração. Que assim como sua irmã do “Ride the Lightning”, mostra a habilidade dos integrantes com seus respectivos instrumentos.
Este foi o primeiro álbum de Heavy Metal a alcançar a marca de mais de 500 mil discos vendidos. Não é pouca coisa não, e isso sem contar com apoio das rádios ou da TV.


... And Justice For All (1988)
Produzido por: Metallica e Flemming Rassmussen



Depois do grande sucesso alcançado com “Master of Puppets”, quando a banda estava em seu melhor momento, acontece a pior tragédia da trajetória do grupo. Ainda em 1986, durante a turnê do disco anterior, um acidente com o ônibus da banda na Suécia, mata o baixista Cliff Burton. Depois de muito se pensar sobre a continuidade da banda, resolvem seguir em frente. E para o lugar deixado pelo lendário baixista, convocam Jason Newsted da banda FLOTSAN AND JETSAM. Como teste para o novo membro gravam o EP “Garage Days Re-Revisited” em 1987, só com covers.

Somente um ano mais tarde soltam o quarto álbum de estúdio, “...And Justice For All”, que na época foi lançado como disco duplo, devido a sua longa duração. Apesar de ter contado com os mesmos produtores do álbum anterior, este disco tem um som mais abafado. O baixo do novo integrante é praticamente inaudível, bem diferente dos anteriores, onde este instrumento era de fundamental importância no som do grupo.  Se isso foi proposital para funcionar como luto ao ex-integrante, nunca saberemos.

Deixando os problemas com a produção de lado. Este é sem dúvidas um grande trabalho. “Blackened”, que abre o disco, é um petardo violento, no melhor estilo METALLICA. A faixa-título é um épico de quase 10 minutos, com ótimos riffs de guitarra e quebras rítmicas, uma das melhores músicas do grupo em minha opinião. “The Eye of the Beholder” e “Harvester of Sorrow” também merecem destaque. A primeira uma música pesada e com um belo refrão e a segunda, com poderosos riffs.

“One” é uma música singular na carreira da banda. Foi a responsável por colocar a banda no mainstream, com seu clipe veiculado aos montes na MTV americana. O fato é que essa é uma das melhores composições do grupo, seu começo suave e belo desemboca numa pancadaria sem precedentes nos minutos finais com direito a passagens fenomenais dos bumbos de Lars.

As demais músicas, ainda que muito boas, acabam passando meio despercebido para muitas pessoas. Pois, mesmo tendo qualidade inegável, a banda já havia feito coisas ainda melhores anteriormente, o que acabou ofuscando-as um pouco, ainda mais colocadas lado-a-lado com as músicas já citadas presentes neste álbum.


Metallica (Black Album) (1991)
Produzido por: Bob Rock, James Hetfield e Lars Ulrich


Com a ajuda do produtor Bob Rock, a banda conseguiu neste álbum, o som mais cristalino até então. Tudo está competamente audível e o som da bateria é referencia para muitas bandas até os dias de hoje. O problema é que com toda essa produção, muito do peso das músicas se perdeu. E não foi só a produção que contribuiu pra isso, as próprias composições já não mostram mais a mesma agressividade dos discos anteriores. Ainda que seja um ótimo disco de Heavy Metal clássico, não mais de Thrash Metal.

A faixa de abertura, “Enter Sandman”, tem um riff hipnótico e pode ser colocada ao lado das melhores músicas da banda. Outras grandes composições são “Sad But True”, “Wherever I May Roam”, “Through the Never” e “Of Wolf and Man”. 
  
Neste álbum a banda finalmente cedeu às baladas. A primeira, “The Unforgiven”, é sem dúvidas uma bela música e apesar de lenta, mantém o peso do restante do álbum. Enquanto a outra, Nothing Else Matters”, desaba de vez na melancolia, uma melodia triste e quase acústica.

Chama a atenção também a evolução de James Hetfield enquanto vocalista. Neste disco, sua voz está bem melhor empostada. Porém, ainda que continue com seu timbre característico, também teve leve perda em termos de agressividade.  

O “álbum preto”, como é chamado, está longe de ser um disco ruim, muito pelo contrário, aliás. Mas é gerador de imensas polêmicas. Além da banda ter amansado significativamente seu som, se entregou de vez ao mainstream. Foram gravados vídeos-clipe, para nada menos que cinco músicas e o disco vendeu 10 milhões de cópias em todo o mundo. Mas ainda assim é um grande trabalho do grupo.



Load (1996)
Produzido por: Bob Rock, James Hetfield e Lars Ulrich


Depois de uma imensa turnê mundial do “Black Album”, que durou quase quatro anos. A banda volta a lançar um novo disco somente em 1996. E as polêmicas com “Load” começam cedo. A partir do logo da banda que foi mudado para algo bem menos impactante que o antigo. E infelizmente não paravam por aí. O som do grupo neste disco está totalmente diferente de qualquer outra coisa gravada pela banda até então.

A começar pelas guitarras, que nem de longe lembram aquelas dos discos dos anos 80. Cheias de efeitos de “wah-wah”, e nem metade da agressividade dos velhos riffs da banda. Até mesmo a bateria de Lars Ulrich, não tem mais a mesma força e pegada de outros tempos, e muito menos a velocidade.

Mesmo com um álbum tão aquém do potencial do grupo. Alguns destaques podem ser feitos. E por mais incrível que pareça para uma banda como o METALLICA, as melhores músicas aqui são as baladas. No caso, “Until it Sleeps”, “Hero of the Day” e “The Outlaw Torn”.

Enquanto músicas como “Bleeding Me”, “Cure” e “Ronnie” são totalmente descartáveis, para não dizer chatas e/ou cansativas.

Apesar do enorme sucesso comercial, este pode ser considerado um dos piores álbuns da banda. Foi aqui que muitos dos fãs antigos, começaram a torcer o nariz para uma das mais influentes bandas do Heavy Metal.


ReLoad (1997)
Produzido por: Bob Rock, James Hetfield e Lars Ulrich


Depois de toda a polêmica criada em torno de “Load”, a banda promete voltar às origens, com um álbum mais pesado. É lançado então “ReLoad”.

O novo disco era com certeza mais pesado que seu antecessor. Porém nem chegava aos pés dos quatro primeiros. E mesmo assim estava mais próximo de “Load” do que de qualquer outra coisa lançada pela banda.

“ReLoad” até começa bem nas quatro primeiras faixas. “Fuel” tem bons riffs e um bom refrão. “The Memory Remains” também é uma boa musica e conta com a participação da cantora Marianne Faithfull, famosa nos anos 60. “Devil’s Dance” é bem legal e apesar de cadenciada é a faixa mais pesada do disco. E “The Unforgiven II” vai na mesma linha da primeira parte, presente no “álbum preto”, porém é bem mais fraca.

Daí pra frente à coisa descamba de vez, músicas que não acrescentam em nada a carreira da banda. Talvez “Prince Charming” e “Low Man’s Lyric” sejam um pouco melhores, pois tentam trazer novos elementos ao som do METALLICA, de resto nada mais se salva. E provavelmente não são lembradas por nenhum fã nos shows do grupo. Se “Load” é candidato à pior disco da banda, “ReLoad” é seu maior concorrente.


Garage Inc. (1998)
Produzido por: Bob Rock, James Hetfield e Lars Ulrich


Depois dos fracos “Load” e “ReLoad”, o METALLICA volta a cena com “Garage Inc.”, um álbum duplo só com covers de grupos que serviram de influencia para a banda. Algumas gravações foram retiradas do EP de 1987 e novas versões foram gravadas especialmente para este lançamento. Entre as bandas homenageadas neste disco, estão DIAMON HEAD, BLACK SABBATH, MISFITS, MERCYFUL FATE, THIN LIZZY e MOTORHEAD.

Com este disco, a banda deixa claro que ainda são bons no que fazem. Tanto que muitos dos covers aqui encontrados ficaram até melhores que suas versões originais e olha que elas foram gravadas por grandes bandas.

Merece destaque as músicas “Die Die May Darling” e “Last Caress/Green Hell” do MISFITS, “Whiskey in the Jar” que se imortalizou na versão do THIN LIZZY, “Stone Cold Crazy” do QUEEN e a melhor de todas, “Am I Evil?” do DIAMOND HEAD.

Um bom álbum que voltava a dar credibilidade à banda. Mesmo que os fãs continuassem com a pulga atrás da orelha, já que aqui só tem músicas de outras bandas.


S&M (1999)
Produzido por: Bob Rock, James Hetfield, Lars Ulrich e Michael Kamen



Depois do disco de covers, os fãs da banda ansiavam por músicas novas, mas para acalmar um pouco os ânimos e aumentar ainda mais a expectativa por material novo, a banda lança um disco ao vivo gravado com a San Francisco Symphony Orchestra, regida pelo maestro Michael Kamen.

O CD duplo, também lançado em DVD, trás 21 músicas que abrangem quase toda a carreira da banda. Chama a atenção o fato de não ter nenhuma composição do primeiro disco, “Kill’Em All”, talvez porque as músicas não ficariam boas acompanhadas da sinfônica. Além disso, “S&M” trás duas composições inéditas, “No Leaf Clover” e “– Human”. A primeira, alterna momentos pesados com outros leves, poderia fazer parte facilmente do álbum “Load”.  Enquanto a segunda é uma bela música, não tão pesada, mas que não chega a ser uma balada, não sei se funcionaria bem sem a orquestra, mas com ele ficou boa.

No geral um bom álbum, a linha sinfônica foi muito bem pensada junto às músicas da banda. Dando um resultado bastante satisfatório, uma vez que as partes pesadas foram realçadas pela orquestra e as partes suaves se tornaram muito mais belas.

Vale ainda destacar a instrumental “The Call of Ktulu”, além de “Master of Puppets”, “The Thing That Should Not Be”, que ficou incrivelmente pesada, “Fuel”, “Hero of The Day” e “Battery”.

Ainda que o set tenha sido bem escolhido, eu gostaria muito de ouvir “Fade to Black”, “Welcome Home (Sanitarium)” e “...And Justice For All”, que acho que cairiam como uma luva junto à orquestra.


St. Anger (2003)
Produzido por: Bob Rock e Metallica


Seis anos após o último disco de músicas inéditas da banda, é anunciado o lançamento de “St. Anger”. E junto com ele mais uma vez as promessas de que a banda retornaria ao estilo pesado e agressivo do início de sua carreira.

Ainda na fase de composição e gravação das músicas, o grupo tem sua segunda baixa na carreira e mais uma vez com o baixista. Dessa vez, Jason Newsted deixa a banda (ou é chutado dela) alegando divergências musicais. Para seu lugar foi recrutado o excelente Robert Trujillo (Suicidal Tendencies, Ozzy Ousborne). Entretanto, ele não participou das gravações do novo álbum. O baixo ficou a cargo do produtor Bob Rock.

E tal como anunciado anteriormente o novo disco é pesado e agressivo. Aqui não temos baladas, no máximo algumas passagens leves em algumas músicas. Porém, o maior problema aqui é a produção, que deixou tudo com um som estranho. As guitarras estão baixas e a bateria, além de muito alta, parece um latão de lixo. Outro grande erro está na ausência de solos de guitarra. Aliás, muito estranha a decisão da banda de tirá-los das músicas, sendo que Kirk Hammet sempre foi muito bom nisso. Dessa forma, muitas das músicas (todas têm entre cinco e oito minutos de duração) fiquem muito repetitivas. Já que não têm solos, pelo menos, poderiam ser mais curtas.

Contudo, “St. Anger” está muito longe de fazer frente aos clássicos discos do grupo. As composições não têm o mesmo requinte de antigamente. Aquelas músicas não eram apenas pesadas. Eram compostas por riffs e solos inspirados. Bateria veloz e técnica. Sem falar no baixo. Aliás, onde está o baixo em “St. Anger”?

Ainda assim, podemos citar alguns bons momentos do disco. “Frantic” tem um ritmo veloz e intenso. A faixa-título, se não fosse tão repetitiva, poderia ser uma das melhores músicas da banda em muitos anos. E também as faixas, que já decaem um pouco, “Dirty Window” e a arrastada e esquisitona “The Unnamed Feeling”.
   

Death Magnetic (2008)
Produzido por Rick Rubin


Nada mais do que cinco anos após o lançamento do polêmico “St Anger”, o METALLICA lança o muito aguardado (com ar de desconfiança) “Death Magnetic” e mais uma vez sob promessas e esperança de um retorno aos tempos áureos da banda. E o resultado aqui encontrado é deveras satisfatório e acredito que tenha suprido, pela primeira vez em muitos anos, as expectativas dos fãs.

“Death Magnetic” não soa exatamente como os discos dos anos 80 da banda, mas tem muito do que se ouvia neles. As músicas são fortes, muitas vezes agressivas e rápidas como aquelas de antigamente, mas principalmente consistentes. Os velhos riffs estão de volta, com peso e melodia, tal como devem ser. Os solos também voltam a dar as caras por aqui e só mostram que nunca deveriam ter deixado de estarem presentes nas músicas do grupo. As composições são de muito bom gosto e mostram aos ouvintes uma mistura da qualidade e força de “Master of Puppets” e a inovação de “Load”. Uma autentica volta ao thash metal, porém sem soar datado ou nostálgico. Um álbum mais METALLICA seria impossível.

A banda mostrou que pode e sabe sim fazer um som pesado e de qualidade, como nos velhos tempos. Talvez o que estivesse os atrapalhando era o produtor Bob Rock, aqui substituído pelo competente Rick Rubin, que, diga-se de passagem, fez um excelente trabalho, deixando os instrumentos limpos sem que perdessem o peso.
Como destaques podemos citar a veloz “All Nightmare Long”, “Cyanide”, a semi-balada “The Day That Never Comes”, a pesadíssima “My Apocalipse”, e a melhor de todas “That Was Just Your Life”. Vale também uma menção honrosa à volta das faixas instrumentais, com a forte “Suicide and Redemption”.

Com tudo “Death Magnetic” deixa claro que o METALLICA ainda tem muita lenha pra queimar e merece estar no topo do cenário Rock/Metal. Resta-nos agora esperar pelo novo álbum da banda que ainda nem tem data de lançamento. 

25 comentários:

Raul disse...

Ótimos comentários, realmente retratam muito bem a discografia desenvolvida pelo Metallica ao longo da carreira.

Não consigo definir muito bem o que penso sobre a banda. Não gosto muito do Kill 'Em All justamente por achar o mesmo muito "gritado". Não sei se é porque conheci a banda através do Black Album, mas aprendi a gostar do Metallica mais limpo.

Fora isso, entre o Ride the Lightining e o Load, acho que gosto de todos os álbuns. Lógico que mais de umas músicas do que de outras, mas acho que a qualidade se mantem muito boa entre esses discos.

Já o Reload me parece um álbum com músicas muito grudentas. Parece que o foco das músicas mudou pra ficarem conhecidas mais pelo refrão do que pelos riffs. Sei lá, eu sei que parece bizarro, mas ouvindo Reload, tem horas em que da até pra ver a banda pedindo pro publico erguer mãozinha, sabe?

Com o Garage Inc. fico meio entre o amor e ódio. Tem músicas que eu acho ótimas, como "Stone Cold Crazy" e "Am I Evil?", mas tem outras que eu acho simplesmente nojentas, como "Whiskey in the Jar" (odeio aquele refrão de tal maneira que nem eu sei exatamente por que)

S&M eu acho perfeito, não tenho nem o que falar. St. Anger passa a nítida impressão de que a banda tentou entrar na moda do New Metal. Pra mim ficou com praticamente o mesmo problema do Reload, grudento demais, com musiquinhas "pra cantar".

Já o Death Magnetic eu acho muito bom. Realmente tirou a banda do buraco em que ela estava entrando com as inéditas desde algumas coisas do Load. Só que eu acho que tentaram fazer um álbum tão contrário ao St. Anger que pecaram pelo excesso. Em alguns momentos parece que as músicas ficaram grandes demais. Enquanto num Master of Puppets as músicas tinham uma média de 5 ou 6 minutos, a maioria das faixas de Death Magnetic descambam pra quase 8 minutos.
Não reclamo exatamente por causa da duração das músicas em si. Enquanto elas estão tocando no meio de tantas outras, acho que vai tudo muito bem, mas quando pego pra ouvir o álbum inteiro em sequência, chega uma hora em que começa a encher um pouco o saco.

Enfim, mesmo tendo seus defeitos e polêmicas, ainda acho que Metallica é uma das bandas que não podem faltar nas playlists de um bom fã de metal.

Raul disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Eduardo Garrido disse...

Obrigado pelo elogio!
O Reload é minha opinião é o álbum mais fraco da carreira da banda, tentaram emplacar uma veia mais POP, mas não conseguiram obter sucesso nem nisso. Ainda se fosse um POP de qualidade tudo bem. Mas não, é um disco bem fraquinho.

Quanto ao Garage Inc. eu gosto da "Whiskey in the Jar" sim...rs Mas "Stone Cold Crazy" e "Am I Evil?" com certeza são melhores.

Já o Death Magnetic eu acho um discasso!

Anônimo disse...

Os Load's são bons discos de rock, mas o St. Anger é muito fraco

Mito Ale disse...

Realmente, os 5 primeiros são clássicos do metal, mesmo o Black Album sendo mais leve.

Mas eu discordo quanto ao Load e Reload, porque gosto muito deles. E o St. Anger é horrível mesmo.

Anônimo disse...

Não tem fã mais chato do que os do Metallica. Acham q a banda tem q fazer kill em all pra sempre . Pra q fazer sempre o mesmo disco? Os caras pelo menos tiveram coragem pra ousar sem se importar com críticas negativas

Anônimo disse...

O Load é um ótimo disco(muito melhor que Kill'em All, apesar de sua importância histórica). Pena que a maioria das pessoas acha que uma banda precisa ficar eternamente fazendo o mesmo som pra ser boa. Isso pode ser visto nesse review mesmo, que aponta Ride the Lightning e Master of Puppets como os melhores.

Master of Puppets é claramente uma tentiva de refazer a fórmula que deu certo em Ride the Lightning. Intro acústica, música rápida. Segunda música é a faixa-título, agressiva e longa. Aí temos uma faixa não tão longa nem tão agressiva, daquelas que é legal de se tocar em shows(For Whom the Bell Tolls e The Thing That Should Not Be. Em seguida temos o 'momento balada'(nossa, que surpresa). Jogamos então as duas músicas mais esquecíveis do disco. A única 'grande mudança' é que inverteram a ordem as coisas no final. Enquanto em Ride temos uma música forte e finalizando com um instrumental longo(Creeping Death e The Call of Ktulu), em Master temos o instrumental e depois essa música forte(Orion e Damage Inc). Bacana que no Master eles até fizeram questão de colocar na contracapa que Orion é instrumental. Meio que "ei, podem comprar pois seguimos a mesma receita do último disco".

O autor ainda fala que perderam peso no Black Album. Faz-me rir. O disco é ultra pesado. Vide Sad But True. Velho truque Black Sabbath: toque mais lento que soa mais pesado. Sem falar nos timbres de guitarra que fazem as guitarras de Master of Puppets soarem magras como gazelas em greve de fome. Mania de confundir agressividade com peso.

Anônimo disse...

Eu sou suspeito, tenho 42 anos e escuto o Metallica desde 83.
É a minha banda preferida, gosto de tudo!
Fã é uma merda mesmo! hehehehehe

Anônimo disse...

Ótimo texto! Metallica p mim é "A Banda". Agora, discordo qt ao Load ser candidato ao pior disco da banda. Uma grande virtude do Metallica é a ousadia nas mudanças do direcionamento musical. O som q eles fazem nunca se repete de um álbum p outro. Mesmo q haja certa semelhança entre o Ride e o Master, mas são dois passos numa evolução impressionante. E o Load é o q melhor representa a ousadia à qual me referi anteriormente. No final das contas, Load é um grande álbum de Hard Rock. É isso. Abraços.

Anônimo disse...

só não concordo com o que ele falou do St. Anger... falar que essa música poderia ser uma das melhores da banda???? só se gravassem novamente, com um baixista, com uma outra bateria e com solos de guitarra, e mesmo assim seria mediana ainda. Muito boa essas análises desses discos, porém pegou leve demais com Load, Reload e PRINCIPALMENTE St. Anger.
Mesmo assim Parabéns, gostei.
Ps. Poderia ter descacado Damage Inc. uma das músicas mais fodásticas do Thrash Metal.

Carlos Eduardo Garrido disse...

Aos meus colegas "anônimos", deveriam se identificar, até porque fizeram comentários muito bons.

Para o cara que fala sobre peso e agressividade: concordo com você, que não precisa ser veloz para soar pesado, o Black Sabbath que você usou como é exemplo, é perfeito para ilustrar isso. Mas discordo que o Black Album tem guitarras mais pesadas que o MOP. E mesmo deixando a velocidade de lado, o Black Album não tem nenhuma musica que faça frente, em termos de peso, para Damage Inc. Master of Puppets, The Thing That Should Not Be ou Battery.

Carlos Eduardo Garrido disse...

E quanto ao Master seguir a mesma fórmula do Ride. Realmente isso acontece e você exemplifica muito bem isso no seu comentário. Mas isso não tira o mérito das músicas do disco, que são muito fortes e bem compostas. Em minha opinião até melhores do que as do Ride.

Isso de criar discos com fórmulas parecidas. O Angra mesmo fez isso. O Rebirth segue a mesma escrita do Angels Cry. Pode comparar música-a-música, até a ordem das faixas é a mesma. Mas isso não tira os méritos do Rebirth que é um bruta disco de metal melódico.

Carlos Eduardo Garrido disse...

Quanto ao camarada que comentou da música St. Anger, inconformado que eu disse que poderia ser uma boa música. Realmente se tivesse todas essas mudanças que você disse, seria uma boa música, em minha opinião. Mas aí é questão de gosto mesmo, eu particularmente achei a música interessante, ao vivo deve ficar boa.

Anônimo disse...

Concordo que a banda e suas composições evoluíram do Ride para o Master. Apenas acho que se continuassem fazendo discos assim já teriam sido quase que esquecidos. O grande negócio do Metallica foi ter a coragem de ir lá e fazer diferente no momento certo. Em nenhum momento a qualidade musical/artística caiu(minha opinião).

Depois do And Justice for All o Metallica ia fazer o quê? Tocar músicas MAIS longas e MAIS complexas ainda? Pra que? Ir disso para o simples foi a coisa mais corajosa que eles poderiam fazer. A maioria das pessoas não faz idéia de como é difícil se impor um limite e criar músicas simples, que funcionem. Isso foi feito de forma muito inteligente no Black Album e no Load.

Carlos Eduardo Garrido disse...

Com certeza o passo que a banda deu foi corajoso na mudança do estilo. Não é fácil fazer algo que fuja daquilo que sua base de fãs espera que você faça. Mas, com certeza, eles sabiam (o Rob Rock deve ter avisado) que esse tipo de mudança acarretaria ainda mais fãs para eles, pois, ia possibilitar uma maior veiculação na mídia. Então tomar essa decisão pode ter sido até simples para eles.

Anônimo disse...

fan que é fan adora todos...amo o metallica

marcio disse...

Ótima resenha, muito boa. Apenas um detalhe, a conjunção 'com tudo' se escreve tudo junto: 'contudo'.

Abraço.
Márcio Barbosa

Carlos Eduardo Garrido disse...

Valeu Márcio, vou verificar e corrigir isso.

Kamilla Perillo disse...

Parabéns pela resenha, descreveu bem a trajetória da banda sem frescuras. Gosto de todos os discos da banda, inclusive o St.Anger eles precisavam lança-lo daquela maneira. A banda estava passando por um momento muito complicado, e como fã prefiro te-lo na minha coleção do que não ter mais a banda...O Load e o Reload tem suas qualidades suas letras são excelentes inclusive o desabafo do James, pela primeira vez, em Mama Said e ao vivo eles funcionam. METAL UP YOUR A.. !!

Carlos E. Garrido - Café com Ócio disse...

Sim, Kamilla, quanto as letras, sempre se mantiveram com grande qualidade em qualquer fase da banda. Mas a minha preferida é "The Eye of the Beholder" do Justice.

fahad disse...

Eu acho que o Metallica chegou no ápice da complexidade musical (dentro da própria discografia do Metallica.. sem comparação com outras bandas) com o And Justice For All.. entendam isso por os kras do metallica não conseguirem tocar coisas mais técnicas que isso.. e não estudam ou treinam para serem melhores do que já foram.. Então não vamos esperar compassos 7/8 e 5/4 em discos do Metallica, nem bumbos duplos mega rapidos e arpejos nos solos.. eles não fazem mais isso.. agora criar músicas pesadas e que soam bem ao vivo eles sabem fazer ainda. Concordo com o autor que Ngm lembra de muitas musicas do Load e Reload e o St Anger foi excluido (com justiça) por muitos da discografia da banda. Quanto ao Death Magnetic acho um bom disco depois de tantas tentativas frustadas do Metallica de criar algo no Heavy Metal. Tem várias músicas com bons riffs e solos.. porém a bateria (sou baterista) ficou bem fraca.. acho que soam apenas como demos de linhas de batera.. que se fossem pegas e trabalhadas dariam ótimos resultados.

Carlos E. Garrido - Café com Ócio disse...

Concordo com você Fahad, no ponto em que não podemos esperar composições a lá Dream Theater ou Rush do Metallica. Não só porque os músicos, talvez, não tenham competência para isso, mas também porque não é a proposta da banda. Mas o "... and Justice for All" com certeza é um bruta disco, onde a banda chegou no ápice de seu desenvolvimento musical. Depois disso, o Metallica rumou para outros caminhos.

Jonas disse...

O Metallica fez excelentes 5 primeiros albuns. Depois que já estavam com a fuça cheia de dinheiro. Decidiram se aventurar. Já estavam ficando velhos mas tentando se mostrar jovens novamente mudaram o estilo visual e musical. Beleza, saíram muito do estilo que os consagrou. Load e Reload foi como um "complemento" do Black Album, um complemento infeliz.

No Load, Hero of the Day SALVA, pra mim essa música deveria fazer parte do setlist fixo. Gosto pra caramba mesmo. Until It Sleeps também é boazinha. Pronto acabou o album, pode virar o lado e vamos para o Reload...

Reload já é melhorzinho, Fuel, nem precisamos destacar não chega perto de clássicos do Ride e nem do Master, mas parece que tem um combustível nessa música (hsuahsuahsh) que faz dela o que ela é. The Memory Remains e Devil's Dance, também, essas três são as únicas que valem algo. Low Man's Lyric até que é legalzinha, mas não merece se tocada em um show.

St. Anger, como eles mesmos já disseram foi um album que eles precisavam fazer, não importa o que os outros iam achar, se eles tentassem fazer algo como "antigamente" iria acontecer bem mais brigas naquela época e...adeus Metallica. Penso que foi um album mais pra eles e não tanto pro fã.

Seja como for, o album é ridiculo. O Lars levou umas panelas pro estúdio. Ficou uma droga. Ainda mais com aquela bixona do Bob Rock tocando baixo...aff...Esse cara estragou o Metallica.

Com o Death Magnetic acho que foi uma Mistura de ...Justice e Master, mesmo sem chegar NEM perto de um dos dois. No próximo album, que não sai em menos de 3 anos, eles tem que continuar essa progressão iniciada no Death, senão, irá ser uma grande decepção. Gosto muito do Death Magnetic.

Na boa... o Metallica ficou 17 anos sem fazer algo que prestasse. estou sendo radical em falar isso?

Mesmo assim, é a música deles que me faz sentir bem, é a música deles que me levanta quando estou triste, eles são fod*, mesmo com suas dificuldades técnicas.

O que importa se a bateria do lars tem 3 peças e ele ainda erra? O que importa se os solos do Kirk são sempre na mesma linha? O que importa se a voz do James está indo mal a pior? E o que é que tem se temos um baixista como o Rob? deixa o cara se vestir de jogador de basquete, claro que a maioria gostaria mais do Cliff, mas não temos mais ele.

Mesmo com tudo isso sou MUITO FÃ de todos eles!!!
e faço o possível e o impossível para assistir outro show deles...
31 de janeiro de 2010, o melhor dia da minha vida!!!

Valew por existir Metallica!!!!!!!!!1

Luciano Luck Lopes disse...

O que dizer dos lendários METALLICA bom só vou dizer duas, Master of Puppets um dos melhores albums da história, e não não é dito por mim 8 em cada 10 músicos do metal mundial também concordam e o famoso Black Album um dos mais premiados de todos os tempos como disse o amigo aqui de cima, realmente Valeu por existir METALLICA ou porque não LENDALLICA

Anônimo disse...

MEU CARO,VC FALOU TUDO NESSA DISCOGRAFIA COMENTADA, E EU COMO FÃ DA BANDA APESAR DE O St.ANGER EXISTIR,CONCORDO QUANDO VC DIZ QUE A BANDA ESTÁ DE VOLTA AO TOPO COM UM ÓTIMO DISCO DE TRASH METAL SEM A "POEIRA" DOS ANOS 80.É UM DISCO BEM ORIGINAL COM ÓTIMAS COMPOSIÇÕES E SUSTENTADO BASICAMENTE EM RIFFS,QUE EMPOLGA QUEM TÁ ESCUTANDO.METALLICA CONTINUA A BANDA QUE EU PIREI QUANDO OUVI ...AND JUSTICE FOR ALL, PELA PRIMEIRA VEZ.

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