Após 25 anos, Mike Portnoy deixa o Dream Theater

9 de set de 2010


Acabo de ler uma notícia sobre a saída do baterista Mike Portnoy da banda DREAM THEATER após 25 anos juntos. Devo confessar que essa notícia me pegou de surpresa e acredito que foi assim com todos que gostam da banda. Afinal, foi O cara quem fundou a banda e era também o principal compositor do grupo e líder. Como vão continuar sem ele, eu não sei, mas vão. Pois, o restante da banda já se pronunciou e anunciou que vão continuar mesmo sem ele.

Além de compositor, Portnoy, é um dos bateristas mais admirados do mundo e, apesar, de existirem muitos músicos competentes ao redor do mundo, vai ser difícil achar um que o substitua à altura. Até porque ele era o membro da banda que tinha mais carisma com os fãs. Ou seja, se você juntar isso ao parágrafo anterior, vai perceber que o cara era peça fundamental no grupo.

O motivo alegado para sua decisão de deixar o grupo foi que ele estava se divertindo mais em seus projetos paralelos do que com o DREAM THEATER. Entre esses projetos, para quem ainda não sabe, está a banda AVENGED SEVENFOLD, onde eles está como substituto do falecido Jimmy ‘The Rev’ Sullivan.

 Depois de tanto tempo junto, talvez eles estejam tendo sérios problemas de convivência. Afinal, desde 1985 a banda está junta e fazendo shows e gravando álbuns a cada ano, uma hora acaba cansando mesmo. Mas deixar uma banda tão grande e com uma carreira tão vitoriosa é no mínimo burrice corajoso. E mais do que isso, é estranho. O clima na banda deveria estar bastante ruim para ele. Pois, mesmo que digam (tanto Portnoy como o restante do grupo) que eles vão continuar sendo amigos e que se adoram, é muito esquisita uma separação dessas depois de 25 anos. Acho que a coisa estava bem feia pra eles.  

De qualquer forma, a verdade é que se o baterista não estava mais se divertindo tanto assim com o DT, os fãs também já não estavam mais. Já que a banda ultimamente não vinha atingindo grandes resultados com seus últimos álbuns (confesso que ainda não ouvi o “Black Clouds and Silver Linings”). Talvez uma ou outra música mais interessante, mas no geral, nem faziam cócegas para discos como “Awake”, “Images and Words” e “Scences From a Memory”. Se os rumos musicais que a banda estava tomando tiveram alguma coisa a ver com isso, eu não tenho ideia. Tudo o que os envolvidos alegam é que Mike Portnoy estava gostando mais de tocar com outras pessoas. Como você pode ver nos links abaixo.

Para os que admiravam (e admiram) o trabalho do DREAM THEATER fica a esperança de que com um novo baterista a banda possa voltar a fazer grandes discos e mesmo sem seu mentor, conseguir criar novos clássicos e atingir novos patamares. Assim, como também, fica a esperança de que Mike Portnoy possa, com seus projetos, criar grandes músicas e continuar tendo o mesmo alto nível que tinha em sua carreira com a banda.

Leia AQUI carta de Portnoy, falando sobre sua saída, publicada no Whiplash.

Leia AQUI declaração do restante da banda, também publicada no Whiplash

3 comentários:

Raul disse...

Não conheço qual é a orientação do som do projeto paralelo do Portnoy, mas talvez ele tenha cansado de fazer o tipo de música que fazia no DT. Acho que é tão estranho quanto se o Malmsteen enjoasse de fazer solos, mas acho que da pra entender se ele começou a achar que o estilo da banda não era mais adequado ao que ele está compondo.

Matheus Sonza disse...

Se acontecer como no AngrA,quando sairam o Matos, Confessori e Mariutti, que continuou compondo ótimas músicas, beleza!

Luciano Luck Lopes disse...

Neste caso acho que independente da história, os dois lados sairá vencedor com certeza pois tanto ele que saio um mestre no que faz e conhece todos os caminhos da industria como a banda que dispensa comentários; mas que vai ser foda não ver mais o "homi" na cozinha dos D.T. vai

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