Black Sabbath - Black Sabbath

13 de ago de 2010


Há 40 anos, também em uma sexta-feira 13, só que de fevereiro, chegou ao mercado o primeiro disco dos ingleses do BLACK SABBATH. O disco que levava o nome da banda revolucionou o mundo da música e trouxe calafrios para muita gente. Portanto nada melhor do que ouvi-lo para comemorar esse dia aqui no CAFÉ COM ÓCIO.

Naquela época a banda era formada pelos então jovens: Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateira). A premissa da banda, criada depois de saírem do cinema onde rolou um filme de terror, era simples: “se as pessoas pagam para ficarem assustadas vendo um filme, podem fazer o mesmo com músicas”. Foi tiro e queda. A original ideia de compor músicas assustadoras não poderia ter sido mais acertada. Em pouco tempo o grupo estourou e causou polêmicas até não querer mais.

Porém, os méritos não ficam apenas na ideia, mas principalmente na conclusão dela. Afinal, se não fosse o talento desses caras, enquanto músicos e compositores, nada disso teria dado certo. Para começar, Iommi conseguiu criar um timbre de guitarra nunca dantes usado, de forma que esse instrumento nunca havia soado tão pesado e sombrio anteriormente. Além disso, os vocais cunhados por Ozzy misturavam agonia e insanidade, deixando tudo ainda mais tenebroso. A cozinha fazia o que tinha que ser feito para completar a música com muito talento. Completando, as letras abordavam temas ocultistas.

Logo na faixa de abertura, “Black Sabbath”, que dava nome ao álbum e a banda, já deixava isso tudo bem claro. Essa música é talvez a mais assustadora de todos os tempos, até mais do que qualquer trilha de filme de terror. Seu início com o som de chuva caindo e sinos badalando te deixam preparados para o ambiente sombrio que se seguirá. O clima arrasta criado pela guitarra de Iommi somado aos vocais doentios de Ozzy são perturbadores. Sério mesmo, essa música arrepia meus cabelos até hoje. É daquelas de meter medo até em fantasmas.

As faixas seguintes não soam de forma tão dramática quanto à primeira, até porque ela é única, não só na carreira da banda, mas em toda a história do rock, mas mantém o clima tenso e nebuloso.
“The Wizard” nos trás riffs memoráveis acompanhados da levada da gaita tocada pelo vocalista. Gaita essa que, conta a lenda, nem fazia parte da música a principio, foi criada através das brincadeiras de Ozzy com o instrumento e acabou sendo gravada na música.

Outro grande momento do disco é a clássica “N.I.B.” que mostra o quanto Iommi é bom enquanto riffmaker. Uma das músicas que mais gosto da banda, com certeza. “The Warning” com seus mais de 10 minutos de duração é um resumo de tudo o que você encontra na banda. Guitarra pesada, som arrastado, grande trabalho de baixo e bateria, aquele vocal angustiante e muita viagem instrumental, com todos integrantes mostrando o quanto são bons com seus respectivos instrumentos. Já “Sleeping Village” é de uma beleza horripilante.
As outras canções do álbum mantém o nível alcançado e segue a linha de riffs tenebrosamente arrastados e baixo encorpado. Há ainda um cover para a música “Evil Woman” da banda de blues CROW, que ficou com a cara do BLACK SABBATH.

“Black Sabbath”, o álbum, tem imensa importância na história da música, pois trouxe uma nova forma de fazer e pensar a música. Quando de seu lançamento, em 1970, o heavy metal estava ainda em forma embrionária, através de monstros como LED ZEPPELIN e DEEP PURPLE, porém foi somente depois que Ozzy e cia gravaram esse disco é que o heavy metal criou vida.

Porém, antes de encerrarmos, é impossível falar desse álbum sem falar de sua arte de capa. A antiga casa, que parece saída do mais amedrontador filme de terror, cercada pela vegetação e com uma perturbadora bruxa parada em sua frente é assustadora. Ou vai me dizer, que você consegue olhar para ele sem sentir nenhum pouquinho de incômodo? O legal mesmo deve ser ver ela em vinil... De qualquer forma, não poderia ter uma ilustração melhor para ilustrar a sonoridade do disco. Mais sexta-feira 13, impossível. 


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4 comentários:

Paulinha disse...

que merchan cara de pau no final do texto, zinho! huahuhuahuauhahuahu

Raul disse...

To em falta com o blog mas, assim que der, comento os outros posts.
Acho que o Sabbath é uma banda com fases bem distintas, todas muito boas. É raro encontrar uma banda que conseguiu passar por tantas mudanças sem perder a qualidade no processo.

Carlos Eduardo Garrido disse...

Realmente a Sabbath é uma banda que passou por diversas fases ao longo da carreira. As minhas preferidas são as dos álbuns "Volmue 4" e "Sabbath Bloody Sabbath", além dos discos com o Dio nos vocais, especialmente o "Heaven and Hell".

Carlos Eduardo Garrido disse...

Merchan cara pau nada. Tenho que pensar no futuro dos meus filhos...auhahua Mas falando sério, realmente o CD tá num preço muito bom. Ainda mais se colocarmos na balança a qualidade e importância desse disco na história do Rock pesado.

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