Breve Vida Off-line

26 de fev de 2011


Esse tempo em que o CAFÉ COM ÓCIO ficou sem novas atualizações foi motivado pelo fato de eu estar sem computador. Algo que há muito tempo eu não sabia o que significava. Sempre ouvia e ainda ouço dizerem que as pessoas não iam mais conseguir viver sem seus PCs e Notebooks ou mais especificamente sem estar conectadas a internet. Inclusive na faculdade tivemos diversos debates sobre a importância de estar inserido no mundo on-line e como ele afetou o jornalismo e a comunicação como um todo, inclusive a interpessoal. Mas somente agora, depois de forçadamente ficar afastado desse mundo, é que posso dizer como foi essa tenebrosa experiência e posso dizer que ela não foi tão traumática quando eu imaginava que seria.

A primeira coisa que estranhei ao ficar fora do mundo conectado foi a quebra da rotina. Afinal, sempre que chegava do serviço, sempre checava minha caixa de e-mails, ainda que quase nunca tivesse algo interessante lá para ver. Mas o hábito de fazer isso era mais forte do que eu. Em seguida deixava um recado para minha namorada em alguma rede social e depois uma olhada rápida por sites de notícias e pelo Whiplash. Feito isso, eu fazia qualquer outra coisa, envolvendo ou não o computador.

Quebrar rotinas, sejam elas boas ou ruins, é sempre algo complicado ou no mínimo estranho a principio. Porém, o interessante é o que resultam delas.

Normalmente quando você não tem o que fazer, você fica na frente do computador. Seja olhando rede sociais, conversando no MSN ou vagando pelos mais diversos sites e blogs da web. Ou no meu caso, procurando novas bandas para conhecer e álbuns para ouvir.  Independente do que você faça, uma coisa é certa: você fica em frente ao monitor. E quando essa opção não está disponível, o que fazer?

Responder essa pergunta é mais difícil do que parece. De cara virão milhares de coisas à sua mente para respondê-la, mas na prática não é tão simples assim. Se não tomar cuidado, você simplesmente vai ficar morgando em frente à TV, mesmo que não tenha absolutamente nada que lhe chame a atenção na programação. Mas mesmo assim, você ficará lá hipnotizado, zapeando os canais a cada minuto, ou assistindo pela milésima vez o mesmo episódio de Todo Mundo Odeia o Cris. E no começo eu caí neste feitiço tedioso.

Mas, por sorte, consegui quebrar a magia e logo voltei a dar vida ao meu PLAYSTATION 2. Aproveitei para adiantar a leitura de O SIMBOLO PERDIDO de Dan Brown (em breve você poderá ler a resenha aqui no CAFÉ COM ÓCIO) e ouvir bastante música. Sem a internet para buscar coisas novas para escutar, acentuei ainda mais algo que já estava acontecendo comigo há algum tempo: dar preferencia para clássicos ao invés de novidades. Então, tome METALLICA antigo, álbuns seminais do IRON MAIDEN, o estupendo “No More Tears” do velho OZZY, muito QUEEN dos anos 70, velharia do HELLOWEEN, os primeiros do DREAM THEATER e muito mais coisas que gosto desde sempre. É estranho como, quando chega uma certa idade,  você gosta cada vez mais daquele grupo de coisas que já adorava faz tempo e começa a dar menos crédito para coisas novas. O que é muito perigoso. Ouvir, conhecer, descobrir coisas novas é muito importante para manter a mente aberta e evoluir sempre. Mas que esse saudosismo existe, isso é indiscutível.

Isso é assunto para outra ocasião, aqui estamos falando sobre a internet (e o computador em si) e a falta que ela faz, ou não.

Depois que comecei a retomar minhas prioridades e organizar meu tempo livre sem o PC por perto, vi que não era tão ruim assim ficar sem o dito cujo. Parece que as horas passam mais devagar sem ele e, com organização, você consegue aproveitar melhor seu tempo, de certa forma. Uma vez que aquele tempo que você normalmente perdia vagando sem rumo na internet, você pode usar para algo mais valioso. No meu caso, leitura, ouvir música com mais atenção, acompanhando as letras no encarte, estudando inglês e jogando video-game. Ok, esse último não me orgulho, já que basicamente dá na mesma que ficar no PC, mas fazer o que? Você também poderia fazer uma atividade física, por exemplo, mas eu parei a academia mês passado e não pretendo voltar tão logo... Entretanto, sem meu amado PC também fiquei sem ter como atualizar o CAFÉ COM ÓCIO, o que é algo útil, mas sem o bom e velho computador fica complicado, já que escrever no papel não é muito divertido. Poderia até usar o notebook da minha namorada, mas não queria incomodar, ou ir até uma Lan House, mas gosto de escrever no conforto e na privacidade do meu lar.

Depois que comecei a curtir o “novo tempo livre” que a ausência do computador me proporcionou a coisa ficou legal. Mas ainda assim ficar totalmente desconectado do mundo on-line tem seus contras. Não tenho muita paciência para assistir telejornal e não sou assinante de nenhum jornal de papel, então ficava sem saber dos acontecimentos recentes. Lógico, uma coisa ou outra você sempre fica sabendo, mas a internet era minha fonte de informações desse tipo. E ficar sem ela, não foi bom nesse aspecto. Outra coisa ruim é a falta da comodidade de comprar coisas e pesquisar preços através da rede. Assim como fazer pesquisas simples como informações sobre determinado filme ou buscar coisas relacionadas àquela música que você não compreendeu muito bem a letra. Não utilizar o Internet Banking e não ter acesso a minha planilha de contas tornou cega a minha vida financeira e os rumos do meu pobre dinheirinho. Entre tantas outras coisas que se tornaram muito mais práticas e corriqueiras com o advento da web.

Agora que voltei a estar conectado com o mundo, vou tentar manter minha organização temporal e usar a internet com moderação para não perder tempo boiando na rede e continuar fazendo coisas legais e úteis longe do computador. Não que eu já não fazia, mas pretendo fazer mais.

E se você morar em uma cidade maior e com mais opções culturais que a minha, você terá coisas bem mais legais para fazer do que ficar vendo a vida passar enquanto fica cansando a vista em frente ao monitor do computador. 


2 comentários:

Raul disse...

Quase passei pela mesma experiência quando meu notebook resolveu pifar, mas o celular fez a experiência passar quase em branco. Continuava com msn, minha discografia toda, e-mail. Passei mais de uma semana assim e pude perceber que esse habito fez com que eu acumule muita leitura parada.

Assim que acertar meus horários com o inicio das aulas, tambem pretendo deixar menos tempo reservado ao pc. Parece cliche falar isso, mas o computador realmente tem essa magica de transformar nosso tempo em nada.

Acho que as vezes as pessoas ficam meio viciadas nessa possibilidade de ter boa parte dos amigos "por perto" o dia todo, seja pelo msn, twitter, facebook, orkut. O risco é trocar a companhia real das pessoas pelo conforto de estar em frente ao computador.

VanaAlemoa disse...

Olá! Eu estava mesmo estranhando o sumiço das atualizações do blog. Sou assídua por aqui e estava mesmo estranhando. Sim, também já fiquei off-line antes, mas fui forçada a freqüentar lan houses para fazer os trabalhos da faculdade. Sobre só gostar de velharia... sinto isso também. Meus amigos vivem falando de bandas novas que estão aparecendo por aí e eu sempre estou por fora.

E nesse Carnaval iria "nerdear" muito na frente do PC. É a primeira vez em anos que não vou acampar no meio mato no carnaval (pois o odeio e sempre dou um jeito de sumir) porque meu namorado está com uma lesão séria no joelho.

Mas vou seguir teu conselho... vou lá conhecer o museu do Iberê Camargo que eu ainda não conheço.

Bem-vindo à vida on-line novamente!!

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