O Símbolo Perdido

9 de mar de 2011



O Símbolo Perdido”, mais recente livro do escritor inglês Dan Brown, traz de volta seu personagem mais famoso, o professor de simbologia Robert Langdon, o mesmo dos best sellers “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”. Mas não é só o personagem desses romances que é o mesmo, a história e a narrativa do novo livro também trilha os mesmos caminhos de seus antecessores. E isso é bom ou ruim?

Em minha opinião é ótimo. Pois, o autor continua afiado em sua proposta de criar contos cheios de ação, suspense e teorias conspiratórias que parecem reais, tal o nível de detalhes envolvidos. É como o MOTORHEAD ou AC/DC que sempre seguem as mesmas fórmulas, mas mesmo assim continuam fazendo grandes álbuns e empolgando seus fãs. Afinal, mesmo que existam elementos parecidos nas histórias, cada enredo é um enredo único com suas próprias implicações e reviravoltas.

Por falar em reviravoltas, taí uma coisa que “O Símbolo Perdido” tem aos montes. Às vezes chega até a irritar, tantas são as mudanças de rumos pelo qual passa o raciocínio do leitor e dos personagens para desvendar os segredos da trama. Alguns facilmente perceptíveis e outros realmente surpreendentes.

Neste novo livro, Robert Langdon é convidado por um amigo de longa data para realizar uma conferência sobre simbologia na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos. Chegando ao Capitólio, o professor se vê em meio a uma cena de crime e a acaba envolvido na investigação, graças a seu profundo conhecimento em simbologia, que pode ser muito útil para desvendar o estranho caso. Daí em diante, tome perseguições frenéticas, novos fatos reveladores, mensagens escondidas em prédios e obras da capital estadunidense, segredos da Maçonaria, aulas de história e um vilão estranho e intrigante, que o leitor vai conhecendo com o passar das páginas.

Mais uma vez a narrativa eletrizante e ação ininterrupta fazem o leitor ficar grudado no livro o tempo todo. Você não consegue parar de ler um minuto sequer. Um capítulo sempre deixa ganchos para o seguinte e as revelações fazem o leitor querer chegar logo até a solução do novo enigma e assim se sucede até o final do romance.

Outro ponto importante de “O Símbolo Perdido” são os belos diálogos dos personagens que debatem filosofia em diversas partes do livro. Sempre com argumentos e ideias interessantes que fazem o leitor refletir sobre os assuntos.

Uma leitura divertida e deveras interessante, que se já não é novidade, ao menos cumpre seu muito bem seu papel.

O Símbolo Perdido (Dan Brown) (Editora Sextante, 2009)

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